sexta-feira, 9 de maio de 2014

“E se” vs “não posso tê-lo”

E novamente aqui estou eu, tentando pôr em palavras tudo o que eu penso, o que eu sinto, mesmo sabendo que isso é impossível. Eu já escondi tanto o que sinto, que não consigo dizer nem para mim mesma quais são os meus próprios sentimentos. É difícil esconder as coisas de si mesma. É difícil não saber qual são os seus próprios pensamentos. Eu sei, já falei sobre isso várias vezes, mas é o que eu penso, é o que eu sei que há na minha mente. 
Sempre que paro para pensar, é como se minha mente estivesse vazia. Mas ela nunca está... Eu sei que não. Eu sinto meus pensamentos pesarem, mas não consigo vê-los. É um peso invisível. Um peso sem matéria. Um peso morto. 
O que mais me preocupa é: e se algum pensamento for importante, essencial para a resolução de algum problema ou de alguma confusão da minha própria mente? Bom, eu não o terei e o problema continuará sendo um problema e a confusão continuará sendo uma confusão. A parte positiva disso tudo é a dúvida. É melhor pensar: “Será que é importante?”, do que pensar: “É importante e eu não o tenho”. Em minha opinião particular, acho que é melhor me torturar com o “E se” do que me torturar com o “posso ter, mas não tenho”. De qualquer forma, aprendi a viver sem ter uma opinião própria, sem ter acesso aos meus pensamentos. Já consigo me virar sem eles, apesar de não ser igualmente bom e útil quanto saber o que se passa em minha mente.



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