sábado, 14 de dezembro de 2013

Inevitável e indesejada

E cá estou eu de novo, escrevendo. Isso é tudo o que eu posso fazer. Escrever. Não tenho forças, armas nem estratégias para lutar contra a vida. É inevitável o que está para acontecer. Minha vida está para acabar. O que acontece a uma flor quando tem suas raízes arrancadas? Ela morre. Não estou dizendo que sou uma flor. Não, estou longe disso. Estou mais para um espinho. E como parte de uma flor que teve suas raízes arrancadas, eu também morro. E como se não bastasse, essa flor está sendo levada para longe de suas raízes e da água. Não posso e não consigo lutar contra essa força que me arrasta para longe. Não tenho meios de me defender. É inevitável essa mudança. Inevitável e indesejada. Por mais que eu demonstre, grite, berre, surte, dê um ataque para ficar, essa mudança não pode ser evitada. Não pode ser interrompida. Mudança essa que acabará com a minha vida.

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